Síndrome de Alzheimer – Diabetes no cérebro

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O Alzheimer é uma doença degenerativa, que promove alterações cerebrais,sendo as principais

1) Placas senis, decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida;
2) Emaranhados neurofibrilares, relacionados à proteína tau;
3) Redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais.
Apesar de não apresentar cura definitiva, evidências científicas mostram que é possível retardar e proteger a mente contra o mal de Alzheimer através de alguns hábitos.

Um deles é a atividade física regular, pois ela estimula o cérebro, principalmente o hipocampo, que está ligado à memória e, por isso, o exercício é visto como aliado para combater a perda de memória associada ao estresse, ao envelhecimento e doenças. O exercício atua sobre a gênese da proliferação de neurônios e sua comunicação. Além disso os exercícios físicos contribuem no combate à hipertensão, que é um fator de risco para o mal de Alzheimer, e também ajudam a regular a glicemia, taxa de açúcar no sangue.

Uma alimentação adequada também demonstra efeitos protetores sobre o sistema nervoso central, aumentando a resistência dos neurônios à disfunção e morte, sendo aliada no combate e prevenção do Alzheimer. Está sendo relacionada à esta patologia, uma resistência à insulina localizada no sistema nervoso central, o que colocaria a síndrome de Alzheimer como uma diabetes no cérebro. Isto relaciona esta patologia com outras, que tem em comum a desregulação deste hormônio, como obesidade, sobrepeso, esteatose hepática (gordura no fígado), síndrome metabólica, diabetes tipo 2, etc. Logo, uma alimentação com baixo consumo de alimentos nocivos, que desregulam a insulina, como açúcares e refinados, poderia ser bastante benéfica.

Logo, a prática regular de atividade física, preferencialmente associada à estimulação cognitiva, e hábitos alimentares saudáveis, tem contribuído para a prevenção e melhora de quadros da doença. A medicina ortomolecular também pode ajudar muito na prevenção e tratamento desta patologia, por exemplo, com uso de DHA derivado do ômega 3, cúrcuma, colina, huperzina serrata e outros.

Quer saber mais? Agende um horário em BH pelo telefone (31) 4042-0194 ou ws (31) 9135-4522, e em Mateus Leme pelo (31) 3535-1652 ou ws (31) 9816-6313

Fonte:
Coelho, Flávia Gomes de Melo, et al. “Atividade física sistematizada e desempenho cognitivo em idosos com demência de Alzheimer: uma revisão sistemática.” Revista Brasileira de Psiquiatria (2009): 163-170.

Por | 2018-07-09T22:33:56-03:00 09/07/2018|Blog da Doc|

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