Dietas Low Carb

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O básico de toda dieta em que se reduz carboidratos é fazer com que o corpo “queime” gorduras como fonte principal de energia.

Há artigos ligando as dietas com baixo teor de carboidratos, além de ao emagrecimento, a uma diminuição da resistência à insulina, ajudando no diabetes tipo 2, também à melhora da DHGNA, conhecida como esteatose hepática, intimamente relacionada à síndrome metabólica.

Na dieta propagada como a mais saudável no ocidente (standard american diet) os carboidratos constituem a base da pirâmide alimentar.

O consumo de carboidratos corresponde a 50% ou mais das calorias ingeridas (cerca de 300g de carboidratos líquidos por dia, em média – Carboidrato líquido é a quantidade de carboidratos de um alimento, menos suas fibras). Quanto mais carboidratos líquidos, mais o alimento irá afetar a glicemia e insulina.

As dietas com restrição de carboidratos não seguem este percentual, pois a fonte primária de energia a ser utilizada pelo corpo será a gordura, e elas se baseiam em comer alimentos naturais, como carnes, ovos, e gorduras de boa qualidade, pois em qualquer low-carb o foco é em comer menos alimentos processados e menos açúcar refinado.

As dietas low carb podem ser feitas de maneiras diferentes:

1) As dietas very Low-Carb promovem baixíssimo consumo de carboidratos, não ultrapassando cerca de 10 a 20g diários, o que tende a levar à cetose. Pessoas com muito peso a perder ou, por exemplo, diabéticos do tipo 2 costumam optar por este tipo.

2) As dietas Low-Carb promovem consumo baixo de carboidratos, indo até cerca de 100g por dia, o que não é tão radical como a acima, mas que também proporciona enormes benefícios para a diminuição da resistência à insulina e o emagrecimento.

3) As dietas Lower-Carb cortam menos este nutriente e aceitam carboidratos provenientes das leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha, ervilha, etc), as quais possuem baixo índice glicêmico, pois são ricas em fibras. Mesmo essa dieta tendo mais carboidratos que as duas anteriores, os efeitos são bons na insulina e emagrecimento.

Se você se identifica com alguma dessas dietas, seja a reeducação alimentar padrão ou alguma low carb, procure um profissional para te acompanhar de forma correta.

Comece com qual delas você preferir e ele indicar para seu atual estado nutricional, preservando sua saúde.

Também pode ser feita uma troca das dietas em momentos estratégicos por este profissional habilitado, de acordo com a fase de emagrecimento, resposta insulinêmica e a adaptação à nova alimentação.

É importante uma avaliação médica para afastar patologias, além desse acompanhamento e adequações individualizadas, para que não haja falhas na ingestão de nenhum nutriente, levando a carências ou excessos e suas consequências.

Não siga modismos, cuide do seu corpo, é o único que você tem!

 

Fontes
1 – Effect of an energy-restricted, high-protein, low-fat diet relative to a conventional high-carbohydrate, low-fat diet on weight loss, body composition, nutritional status, and markers of cardiovascular health in obese women1,2,3 – Manny Noakes, Jennifer B Keogh, Paul R Foster, and Peter M Clifton

2 – Dietary carbohydrate restriction as the first approach in diabetes management: Critical review and evidence base – Vários Autores

Por | 2017-04-11T11:28:37-03:00 11/04/2017|Blog da Doc|

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